Orbital

Para contratar squad as a service com segurança, defina antes o escopo, os perfis e os critérios de governança. Na prática, tudo começa por um diagnóstico do seu cenário. Só depois vem a escolha do fornecedor.

Squad as a Service é um modelo em que equipes multidisciplinares e autônomas executam projetos específicos. Os profissionais são contratados sob demanda, para um projeto específico.

Segundo levantamento da Ford com o Datafolha, 98% das médias e grandes empresas brasileiras têm dificuldade para encontrar profissionais de tecnologia.

Além disso, metade delas leva até 2 meses para preencher uma vaga da área. Se esse é o seu cenário, cada mês de vaga aberta atrasa o projeto.

Nos bancos, a demanda também cresce. A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026 mostra que 42% dos bancos pretendem ampliar as equipes de TI. O crescimento médio previsto é de 22%.

Abaixo, te explicamos tudo o que você precisa saber para contratar um squad. Continue lendo.

O que você encontrará no conteúdo:

Seu cenário pede um squad? Três situações para avaliar

Nem todo projeto precisa de um squad. Por isso, comece avaliando se o seu caso se encaixa em uma destas situações.

  • O escopo está claro, mas o time não dá conta. Nesse caso, o squad costuma funcionar bem, porque entra com um objetivo definido e um prazo a cumprir.
  • O projeto exige perfis raros. Na pesquisa da Ford, especialistas em IA e engenheiros de software lideram a lista de vagas difíceis, sendo a escassez técnica é o maior obstáculo para elas. Se a sua busca já se arrasta, vale considerar o squad.
  • A demanda oscila ao longo do ano. Quando o volume de trabalho varia, uma contratação fixa pesa no orçamento. Um squad sob demanda acompanha melhor esse ritmo.

Se a sua necessidade é uma função isolada e pontual, um reforço individual costuma bastar. Portanto, avalie com cuidado antes de montar uma equipe completa.

Que perfis o seu projeto exige?

Defina primeiro o objetivo do projeto. Em seguida, monte a composição a partir dele. Três exemplos mostram como isso funciona.

  • Produto digital novo: desenvolvedores, designer de produto, analista de QA (Quality Assurance, garantia de qualidade) e líder de squad.
  • Modernização de sistemas: arquiteto de soluções, desenvolvedores e engenheiro de DevOps (Development and Operations, desenvolvimento e operações).
  • Dados e IA: engenheiro de dados, engenheiro de IA e desenvolvedores.

Prefira um squad enxuto. Com poucos perfis, a comunicação segue ágil e cada pessoa tem responsabilidade clara sobre uma parte da entrega.

Além disso, com um squad, o foco está na entrega do trabalho, dentro de prazos estabelecidos, e na qualidade do resultado.

Por isso, defina com o fornecedor o que será entregue, os indicadores de acompanhamento e qual entrega depende dele.

Como funciona a contratação e onde a sua empresa entra?

O processo varia conforme o fornecedor e o projeto, e os prazos mudam de caso a caso. Mesmo assim, o mercado costuma seguir uma sequência parecida.

Em cada etapa, a sua empresa tem uma parte a cumprir.

  1. Briefing. A reunião de abertura alinha objetivos de negócio, indicadores de sucesso, tecnologias e canais de comunicação. Sua parte: levar o objetivo e as restrições técnicas já escritos.
  2. Desenho do squad. O fornecedor propõe composição, senioridade e líder técnico. Sua parte: questionar a proposta.
  3. Onboarding. O squad recebe acesso a repositórios, ferramentas, documentação e contexto do negócio. Alguns fornecedores pareiam cada integrante com alguém do time interno. Sua parte: liberar os acessos e indicar um ponto focal.
  4. Ciclos de entrega. O trabalho avança em sprints curtas, com planejamento, reuniões diárias, demonstrações e retrospectivas. Sua parte: priorizar o backlog (lista de tarefas do projeto) e validar as entregas.
  5. Acompanhamento. Relatórios e painéis mostram métricas como velocidade e tempo de ciclo. Sua parte: cobrar transparência sobre o que foi feito.
  6. Ajuste ou transição. O squad pode crescer, trocar especialistas ou transferir o trabalho ao time interno. Sua parte: planejar a transferência de conhecimento desde o início.

Cada etapa tem duração própria, que depende do escopo. Por isso, peça ao fornecedor uma estimativa para o seu caso, em vez de aceitar prazos padronizados.

Lembre-se que, por mais que estejamos falando de soluções tecnológicas, elas são entregues por humanos. Por isso, ajustes nos prazos de entregas podem acontecer.

Que perguntas fazer ao fornecedor?

Use estas perguntas como roteiro nas conversas comerciais. Se a resposta for vaga, trate isso como sinal de alerta.

  • Transparência: como você reporta o progresso e os resultados?
  • Integração: o squad trabalha nas ferramentas e nos rituais do meu time?
  • Governança e segurança: como os acessos e os dados serão protegidos?
  • Flexibilidade: o tamanho do squad pode mudar conforme a demanda?
  • Conhecimento: a documentação fica com a minha empresa ao final?
  • Experiência no setor: você conhece as exigências do meu mercado, como as regras de setores regulados?

Com essas respostas, você avalia cada proposta pelos compromissos de entrega, pela proteção dos dados e pela clareza do contrato.

Riscos comuns ao contratar squad as a servicee como evitá-los

Contratar um squad reduz alguns riscos, mas cria outros. Por isso, trate cada um deles antes de assinar.

  • Escopo mal definido: sem objetivo claro, o squad entrega rápido, porém na direção errada. Escreva o objetivo e os indicadores de sucesso antes do briefing.
  • Falta de um responsável interno: alguém precisa priorizar entregas e validar resultados. Indique uma pessoa com poder de decisão.
  • Dependência do fornecedor: sem documentação, a empresa fica presa ao contrato. Exija registro contínuo do conhecimento.
  • Segurança de dados: o acesso a sistemas e dados precisa seguir a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados). Defina as regras em contrato.
  • Comunicação: fusos, ferramentas e rituais precisam estar combinados. Alinhe isso no onboarding.

Autodiagnóstico: sete perguntas antes de contratar

Responda sim ou não a cada pergunta.

  1. O objetivo de negócio e o escopo estão definidos?
  2. Você sabe quais perfis o projeto exige hoje e nos próximos seis meses?
  3. Existe um responsável interno para priorizar as entregas?
  4. Você sabe como o fornecedor vai reportar progresso e resultados?
  5. Está definido quem detém o código e a documentação ao final do contrato?
  6. Os dados e os acessos estão protegidos conforme a LGPD?
  7. O tamanho do squad pode ser ajustado conforme a demanda?

Como interpretar o resultado:

  • 6 ou 7 respostas “sim”: a sua empresa está pronta para conversar com fornecedores.
  • 3 a 5 respostas “sim”: ajuste o escopo e o responsável interno antes de pedir propostas.
  • 0 a 2 respostas “sim”: comece por um diagnóstico do projeto. Um squad contratado agora tende a entregar na direção errada.

Independentemente do resultado, o autodiagnóstico mostra onde ajustar antes de pedir propostas, e isso deixa a conversa com o fornecedor mais objetiva.

Perguntas frequentes

O que é Squad as a Service?

É um modelo em que equipes multidisciplinares e autônomas executam projetos específicos. Os profissionais são contratados sob demanda, apenas pelo período necessário.

Quando vale a pena contratar squad as a Service?

Vale a pena quando o escopo é claro, o prazo é curto e a equipe interna não tem capacidade ou perfis para entregar. Também faz sentido quando a demanda varia ao longo do tempo.

Quanto tempo leva para o squad começar?

Depende do escopo, dos perfis necessários e do fornecedor. Por isso, peça uma estimativa para o seu caso durante o briefing.

Quem coordena o squad?

Em geral, um líder do fornecedor organiza o ritmo do trabalho. Do lado da empresa, um responsável interno prioriza as entregas e valida os resultados.

Squad as a Service serve para setores regulados, como bancos?

Sim, desde que governança, segurança e LGPD estejam definidas em contrato. A demanda por profissionais de tecnologia nos bancos segue em alta, segundo a Febraban.

A hora é agora?

Contratar squad as a Service é uma decisão que combina urgência e planejamento. A escassez de profissionais torna o modelo atraente.

Se você ainda não sabe se o seu caso pede um squad, um reforço pontual ou outro modelo, vale conversar antes de contratar.

Chegou a hora de tirar o seu projeto da gaveta? Fale com a gente.

A Orbital analisa o seu cenário e ajuda a desenhar o time certo para o projeto.


Posts Relacionados

Se gostou desse post
leia esses também...