Manter um sistema legado funcionando pode consumir até 80% do orçamento de TI de uma empresa, segundo dados do Gartner e da Deloitte.
Além disso, cada ano de atraso na modernização soma de 20% a 25% ao custo final da migração, por causa do acúmulo de dívida técnica.
Por isso, o dilema não é mais se migrar, mas como fazer isso sem perder histórico, quebrar operações críticas ou ficar fora de conformidade.
Por que a migração virou urgente?
É quase clichê dizer que o volume de dados que passa pelos sistemas das empresas brasileiras não para de crescer.
A Pesquisa Febraban de Tecnologia Bancária 2026, mostra que 83% das transações bancárias já acontecem por canais digitais.
O mobile banking sozinho responde por 78% desse total, um crescimento de 169% nos últimos cinco anos. Entre empresas, 63% das transações já passam pelo mobile.
Isso é um sinal de que a digitalização deixou de ser um movimento só do consumidor final.
Soberania de dados: o compliance que ninguém pode ignorar
Migrar para a nuvem também levanta uma pergunta que era técnica e virou estratégica: onde os dados residem, e quem tem direito legal de acessá-los.
Segundo o Gartner, o gasto mundial com cloud soberana deve chegar a US$ 80 bilhões em 2026, um avanço de 35,6% sobre 2025, puxado por governos, setores regulados e operações de infraestrutura crítica.
A projeção da consultoria é que, até o fim da década, 70% das organizações fora dos Estados Unidos adotem alguma estratégia de soberania digital.
No Brasil, a LGPD expôs uma fragilidade recorrente: a maior parte das empresas não sabe exatamente onde seus dados estão ou por onde eles trafegam.
Ou seja, isso virou um risco de conformidade. Para empresas em setores regulados, como o financeiro, esse ponto precisa entrar no planejamento da migração desde o primeiro momento.
Framework prático para migrar sem perder histórico
Uma migração bem estruturada segue algumas etapas que reduzem risco:
- Auditoria do estado atual. Mapear todos os sistemas, integrações e fluxos de dados em uso, incluindo os que só uma pessoa da equipe sabe operar.
- Mapeamento de dependências. Identificar quais relatórios, automações e integrações dependem da estrutura antiga antes de desligar qualquer coisa.
- Plano de rollback. Definir como reverter a migração se algo der errado, com backups validados e testados, não apenas prometidos.
- Validação de integridade dos dados. Conferir se o que foi migrado bate com o que existia antes, linha por linha quando necessário.
- Janela de baixa atividade. Rodar a migração em horários de menor uso para reduzir o impacto de eventuais falhas.

Uma migração segura de um sistema legado passa por estas etapas
Armadilhas comuns
Três problemas aparecem com mais frequência em projetos de migração:
- Perda de contexto histórico. Dados migrados sem a lógica de negócio que os originou viram números soltos, sem significado para quem precisa analisá-los depois.
- Quebra de integrações silenciosas. Sistemas que dependiam do legado sem documentação formal param de funcionar sem aviso.
- Falta de plano de comunicação interna. Equipes que não foram avisadas ou treinadas resistem à mudança, o que atrasa a adoção mesmo quando a tecnologia já está pronta.
O próximo passo?
Migrar de um sistema legado não é só uma decisão de infraestrutura. Na verdade, é uma decisão sobre como a empresa vai operar, tomar decisões e cumprir a lei nos próximos anos.
Além disso, fazer isso sem um plano estruturado custa caro, tanto em dinheiro quanto em confiança dos times que dependem desses dados todos os dias.
Está pensando em migrar os dados legados da sua empresa? Fale com a gente. Afinal, a Orbital pode te ajudar a estruturar esse processo, do diagnóstico à execução.