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O buscador de IA da Meta pode estar mais perto do que parece. O desenvolvedor Pieter Levels notou picos de tráfego incomuns em seus próprios servidores e rastreou a origem até crawlers da Meta.

Ele publicou capturas de tela em sua rede social mostrando o rastreamento intenso, inclusive no serviço de imagens de seus sites.

Funcionários da empresa confirmaram, em conversas privadas, o motivo por trás da movimentação.

Por que a Meta está construindo um buscador de IA?

O objetivo é direto. Se a IA da Meta, usada no Instagram, WhatsApp e Facebook, precisar buscar informação na web, essa consulta não pode passar pelo Google.

Caso contrário, o buscador teria acesso aos dados de busca e poderia usá-los para treinar seus modelos.  Em 2024, o site The Information revelou que a Meta trabalhava nesse projeto.

O objetivo declarado, na época, era o mesmo: depender menos do Google e do Bing.

Portanto, era apenas um rumor. Dois anos depois, o rastreamento identificado é o primeiro sinal concreto de que o projeto pode estar saindo do papel.

A Meta ainda não comentou o assunto oficialmente.

Cada plataforma de IA quer ser a fonte que você cita. A disputa pela referência do conteúdo já começou.

A busca por IA está se fragmentando?

Sim, está. O detalhe mais revelador é quantas empresas fazem o mesmo movimento ao mesmo tempo. Por exemplo, a Apple também desenvolve seu próprio buscador de IA.

Batizado internamente de World Knowledge Answers, com lançamento previsto ainda para este ano, a proposta combina texto, imagem e vídeo em um único mecanismo.

Ou seja, está mais do que claro: a busca não depende mais de um único mecanismo. Cada sistema rastreia à sua maneira, com critérios próprios de seleção de fonte.

O que o buscador de IA da Meta muda para SEO e GEO?

Para quem produz conteúdo, otimizar apenas para o Google deixou de ser suficiente. Um conteúdo mal estruturado, mesmo sendo relevante, pode ficar de fora de mecanismos de busca inteiros.

Isso vale tanto para SEO tradicional quanto para GEO.

Como se preparar para múltiplos buscadores de IA?

Não dá para esperar confirmação oficial de cada empresa antes de agir. Por isso, algumas práticas já valem, independentemente de quem está rastreando o seu site:

  • Mantenha uma política clara de acesso a crawlers e revise o robots.txt regularmente;
  • Além disso, estruture o conteúdo com marcação semântica (schema markup), pensada para sistemas automatizados, não só para leitores humanos;
  • Por fim, garanta que a informação central de cada página esteja acessível sem depender de JavaScript pesado.

Afinal, crawlers de IA costumam ser menos sofisticados que o Googlebot e têm dificuldade para renderizar scripts. Por isso, conteúdo que só aparece via JavaScript corre o risco de ficar invisível para eles.

Um sinal de que essa fragmentação já é levada a sério pelo mercado é a resposta do próprio Google Analytics 4 que passou a rastrear visitas vindas de assistentes de IA.

A ferramenta criou um canal dedicado nos relatórios, sem exigir configuração manual. Ou seja, se o analytics mais usado do mundo trata esse tráfego como categoria própria, ele deixou de ser uma curiosidade.

Se a Meta e a Apple lançarem seus próprios índices, mais dois sistemas vão decidir quem aparece nas respostas geradas por IA.

Quem já organiza o conteúdo pensando em múltiplos rastreadores, e não apenas no Google, sai na frente.


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