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IA agêntica em bancos: o que muda na relação com o cliente?

Um agente de IA não é a mesma coisa que um chatbot. Um agente consegue planejar uma sequência de ações sozinho, executar cada etapa e ajustar o próprio comportamento em tempo real.

Isso com pouca ou nenhuma intervenção humana no meio do caminho. É essa capacidade de agir, e não só responder, que caracteriza a chamada IA agêntica.

A IA agêntica em bancos deixou de ser promessa e virou prioridade estratégica. O setor bancário entra em uma década de reconstrução acelerada.

Pagamentos digitais, entre transações online e presenciais, devem ultrapassar US$ 33,5 trilhões até 2030. É um crescimento anual de 10,2%, partindo dos US$ 18,7 trilhões registrados em 2024.

No presencial, a fatia sobe pra 45% das compras, segundo levantamento da Deloitte. Essa transformação já pressiona os bancos brasileiros em mais de uma frente ao mesmo tempo. 

De um lado, o setor se prepara pra reestruturar sistemas de recolhimento tributário. O motivo é o split payment, que muda a forma de pagar impostos a partir de 2027.

De outro, avança uma mudança mais comportamental do que regulatória. A chegada da IA agêntica ao relacionamento entre banco e cliente.

O que muda quando a IA age, em vez de só responder?

A maioria dos assistentes de IA que os bancos usam hoje ainda segue o modelo pergunta e resposta. Nesse formato, a decisão de agir continua sendo humana em cada etapa.

Já a IA agêntica em bancos rompe com esse padrão. Isso porque ela consegue planejar, executar e ajustar ações em tempo real, com pouca ou nenhuma supervisão humana ao longo do processo.

Na prática, algumas instituições já testam esse modelo em produção. É o caso do JPMorgan Chase, que criou o LAW (Legal Agentic Workflows), um sistema de fluxos de trabalho jurídicos agênticos.

Segundo dados do Deloitte Center for Financial Services, a ferramenta processa documentos legais complexos com 92,9% de precisão.

Três caminhos possíveis para colocar a IA agêntica em produção

Três caminhos, três velocidades: como bancos podem colocar a IA agêntica em produção.

 

Nem todo banco está no mesmo ponto de maturidade tecnológica. Isso muda completamente a estratégia de implementação. Dá pra pensar nesse processo em três velocidades diferentes.

O banco mantém os sistemas legados funcionando. Adiciona um agente inteligente que segue os processos já documentados. Ideal pra quem quer ganhar tração rápido sem mexer na fundação.

O custo dessa velocidade é o teto. Dificilmente esse caminho sozinho sustenta uma transformação mais profunda no médio prazo.

Em vez de adaptar o sistema antigo, o banco desenvolve aplicações novas. Elas já nascem preparadas pra agir de forma independente.

Em outras palavras, o banco vai substituindo pedaço por pedaço da estrutura legada. Dá mais trabalho no início, mas o resultado é mais flexível depois.

Sem se prender ao que já existe. Faz sentido pra fluxos estratégicos, onde o risco de errar é maior. Mas o ganho de acertar também é.

Ou seja, na prática, esses três caminhos não são exclusivos. Muitos bancos vão misturar as três abordagens ao mesmo tempo.

A pergunta que toda instituição financeira deveria fazer antes de implementar IA agêntica é: minha arquitetura atual aguenta essa mudança, ou preciso reforçar a base primeiro?

O que decide qual caminho seguir é a maturidade real da arquitetura de dados do banco hoje.

A tensão que vai definir o ritmo da adoção

Um levantamento da Accenture ouviu consumidores bancários em dez países. A maioria já topa usar um assistente de IA em toda a jornada financeira.

Isso inclui desde a escolha de um investimento até o controle do orçamento mensal. Ainda assim, 82% dos entrevistados querem aprovar cada ação do assistente.

A execução só acontece depois desse aval. Esse dado explica bastante coisa. Manter o humano no ciclo de decisão não é um item opcional. Vale pra nenhuma das três abordagens de implementação.

Sendo assim, é na prática, um requisito. O setor bancário responde a um conjunto de fatores que a maioria dos outros setores não enfrenta com a mesma intensidade.

Um exemplo são as exigências regulatórias, cada vez mais rígidas. Outro é a necessidade de preservar a confiança do cliente em cada transação.

Automação total, hoje, simplesmente não é viável dentro desses limites.

Os riscos que acompanham a autonomia

Nenhuma conversa sobre IA agêntica em bancos está completa sem falar dos riscos. Os agentes dependem de grandes volumes de dados, internos e externos. Boa parte dessa troca acontece via API.

Isso os expõe a ataques de envenenamento de dados, corrupção de rede e manipulação de sistema. Essa mesma tensão entre autonomia e controle já aparece em outra frente da segurança bancária.

É a transição de modelos reativos para preditivos na cibersegurança. A lógica se repete de um contexto pro outro.

A IA ganha capacidade de agir sozinha. Mas o banco precisa desenhar barreiras específicas antes de liberar essa autonomia. Precisa definir permissões claras.

Ou seja, embutir controles de compliance na própria operação do agente, não como uma camada adicionada depois.

Além dos riscos técnicos, existe o risco de comportamento inesperado. Estudos já registraram agentes de IA explorando brechas de programação.

Quanto maior a autonomia do agente, maior a necessidade de auditoria constante. E de trilhas de decisão rastreáveis.

O que isso significa para quem decide tecnologia no banco?

No fim, a pergunta que resume esse momento é simples. Como construir um produto em que o cliente confia o suficiente pra soltar as mãos aos poucos?

Isso, sem abrir mão do controle que ele hoje considera inegociável.

Por isso, os bancos que tratarem essa tensão como parte do design, e não como obstáculo a ser contornado depois, tendem a sair na frente nessa década de reconstrução do setor.

Sua arquitetura está pronta pra sustentar essa transição com a confiança que o cliente exige?

A Orbital ajuda bancos e fintechs a responder essa pergunta antes de investir, e a desenhar o caminho certo depois, da arquitetura de dados até a implementação de IA agêntica em produção. Vamos conversar.

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