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Tendências tech para 2027: o que sua empresa precisa monitorar agora?

A partir de agosto de 2026, a Receita Federal e o Comitê Gestor do IBS anunciaram a suspensão temporária da obrigatoriedade de preenchimento dos campos de CBS e IBS em documentos fiscais eletrônicos.

Documentos como NF-e e NFC-e deixam de ser rejeitados pela ausência dessas informações.

O recuo alivia o curto prazo, mas não muda o destino. Sendo assim, a exigência volta, e quem se adequar cedo sai na frente.

Esse é o primeiro de quatro movimentos que compõem as principais tendências de tecnologia para 2027.

Continue lendo e entenda os pontos que merecem a sua atenção agora.

NF-e e NFS-e: o ajuste que já é obrigatório em 2026

A flexibilização anunciada em agosto de 2026 tira a pressão imediata. Documentos fiscais eletrônicos não serão mais rejeitados por falta dos campos de CBS e IBS.

Portanto, o Ato Técnico Conjunto ainda vai formalizar ajustes nas regras de validação decorrentes da Reforma Tributária do Consumo.

A obrigatoriedade plena ainda vem, só que sem data fechada. Empresas que aproveitarem essa janela para mapear como esses campos entram no fluxo de emissão saem na frente.

O mesmo vale para atualizar as integrações entre ERP e sistema de faturamento. Quem faz esse trabalho agora chega preparado quando a exigência for retomada, em vez de correr atrás na próxima mudança de regra.

Split payment: tendências de tecnologia B2B 2027 que já exigem ajuste

Em 2027, entra em vigor o split payment. O mecanismo recolhe tributos automaticamente no momento do pagamento. Na fase inicial, o uso será opcional e restrito a transações entre empresas.

Na prática, o split payment separa o imposto no momento da venda. A empresa deixa de reter esse valor no caixa até a data de recolhimento.

Afinal, isso muda a lógica de capital de giro que o mercado brasileiro conhece há décadas e é uma mudança que precisa ser planejada.

Isso significa que mudanças como ajustar ERP, integrações de pagamento e processos fiscais para split payment exigem planejamento, não ajuste de última hora.

Empresas que mapearem esses fluxos agora chegam em 2027 com vantagem operacional.

IA agêntica em operações B2B: a integração pesa mais que o modelo

Agentes de IA já intermediam compras B2B no Brasil. Em março de 2026, Banco do Brasil e Visa executaram a primeira transação de comércio agêntico do país.

Em abril, a Visa lançou o programa Agentic Ready, reunindo Banco do Brasil, Bradesco, Dock, Santander e XP.

O gargalo está na integração. Afinal, um agente que negocia, decide e executa uma compra precisa se conectar a sistemas legados, ERPs e regras de negócio.

A maioria das empresas nunca desenhou essas conexões pensando em automação de ponta a ponta.

Quem mapear essas conexões agora entra em 2027 com uma base pronta para receber IA agêntica.

Strapi: governança de CMS sem depender do plano mais caro

O Strapi é um sistema de gerenciamento de conteúdo (CMS) headless open source. Porém, empresas que precisam de recursos como Single Sign-On (SSO) e logs de auditoria costumam esbarrar em planos com custo alto ao que de fato usam.

SSO e logs de auditoria são requisitos de governança e segurança. Não deveriam exigir o salto completo de plano.

Ou seja, existe caminho alternativo. Desenvolver essas camadas sobre a versão gratuita, aproveitando a flexibilidade do modelo open source, sem depender do plano mais caro do Strapi.

O que isso significa para 2026 e 2027?

NF-e e NFS-e já são realidade. Quem usa split payment possui um cronograma um pouco mais folgado, mas precisa agir o quanto antes.

IA agêntica e governança de CMS não têm data marcada, mas dependem de decisões de arquitetura que levam tempo para amadurecer.

Empresas que começam esse trabalho agora entram em 2027 com sistemas prontos, não com um problema pra resolver correndo.

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