A IA já faz parte da rotina de muitas equipes de conteúdo. Mas publicar o que ela gera sem critério traz riscos para a credibilidade da marca e para a visibilidade nos buscadores.
O alerta vale em especial para pequenos negócios. Com equipe enxuta e pouco tempo, é comum pedir um texto à ferramenta e publicar na hora.
Muitas vezes, isso acontece sem saber como os buscadores avaliam esse conteúdo. Nesse caso, o site pode acumular páginas genéricas, com erros e sem autoria.
Em grande volume, isso pode se enquadrar na política de spam do Google contra conteúdo em escala sem valor, além de enfraquecer a marca.
O Bing também pode excluir do índice o conteúdo em larga escala sem revisão.
A boa notícia? As duas plataformas não proíbem o uso. Ambas avaliam o valor que a página entrega ao leitor.
Por isso, o texto genérico ou publicado em escala, sem revisão, tende a perder espaço. Seja nos resultados tradicionais, seja nas respostas geradas por IA.
O que você encontrará no conteúdo:
- Quais são os riscos de publicar conteúdo gerado por IA?
- O que Google e Bing esperam de quem publica conteúdo com IA?
- Como usar IA na produção de conteúdo do jeito certo?
- Como otimizar conteúdo gerado por IA para GEO e AEO?
- O que revisar antes de publicar conteúdo gerado por IA?
- Perguntas frequentes
Quais são os riscos de publicar conteúdo gerado por IA?
Os riscos aparecem quando o texto vai ao ar sem checagem. Separamos 5 pontos de atenção para você considerar durante o processo de produção.
Confira.
- Erros factuais. Os modelos generativos não buscam fatos prontos. Eles apenas preveem quais palavras vêm a seguir.
Por isso, às vezes inventam informações, as chamadas alucinações.
- Conteúdo genérico. O Google recomenda evitar o que já circula na internet e o que um modelo produz com facilidade. O Bing também cobra utilidade, precisão e originalidade.
Um texto que qualquer concorrente reproduz com um prompt tem pouca chance de se destacar.
- Pouco esforço e escala sem revisão. O Google vê baixo esforço em IA generativa usada para produzir grandes volumes de texto sem curadoria manual.
O Bing pode excluir do índice o conteúdo em larga escala sem revisão editorial.
- Autoria enganosa. Para o Google, fotos geradas por IA, nomes inventados ou credenciais falsas são engano e tornam a página pouco confiável.
O Bing avalia a transparência de quem publica.
- Metadados sem revisão. Revise também título, meta descrição, dados estruturados e texto alternativo de imagens, que podem aparecer nos resultados da busca.
O que Google e Bing esperam de quem publica conteúdo com IA?
Para começar pelo Google, o buscador constantemente atualizada suas recomendações de boas práticas.
Nesses materiais, os avaliadores de qualidade analisam quatro atributos: esforço, originalidade, talento ou habilidade e precisão.
Vale lembrar que esses critérios ajudam a testar os sistemas, mas não alteram diretamente a classificação de cada página.
Além disso, eles se conectam ao E-E-A-T (Experience, Expertise, Authoritativeness e Trust, ou experiência, especialização, autoridade e confiança).
Porém, ainda segundo o Google, o E-E-A-T não é um fator de classificação, e a confiança tem o maior peso.
Já o Bing pondera relevância, qualidade e credibilidade, participação do usuário, atualização, localização e idioma, e tempo de carregamento.
Dentro de qualidade e credibilidade, entram a reputação do site, a separação entre fato e opinião e a origem da informação.
| Ponto | Bing | |
|---|---|---|
| Uso de IA | A política de spam atinge conteúdo em escala sem valor | O alvo é conteúdo em larga escala sem revisão editorial |
| Autoria | Perfis inventados são considerados engano | Avalia a transparência e a atribuição de fontes |
| Aviso de uso de IA | Recomenda considerar quando o leitor puder se perguntar como o conteúdo foi criado | Sem exigência específica nas diretrizes analisadas |
Como aplicar nos dois? Responda às três perguntas sobre cada artigo:
- Quem criou o conteúdo, e isso aparece com assinatura e biografia?
- Como ele foi produzido, e o uso de IA fica claro para o leitor?
- Por que ele existe: para ajudar pessoas ou atrair visitas dos buscadores?
Como usar IA na produção de conteúdo do jeito certo?
Primeiro, o uso correto começa antes do prompt, no briefing. Defina o público, a pergunta que o texto responde e o material próprio que sustenta a resposta, como dados de projetos e entrevistas com especialistas.
Em seguida, use a IA para pesquisar e organizar. Ela funciona como o computador de bordo de uma missão: calcula trajetórias e sugere ajustes.
Já o curso da missão fica com a equipe. Depois do rascunho, faça uma revisão humana. Nessa etapa, confira cada número, nome e fonte, além dos metadados.
Na sequência, acrescente opinião fundamentada ou exemplos do seu mercado. Antes de publicar, faça um teste simples com a sua equipe.
Pergunte se o conteúdo deixaria os seus usuários satisfeitos. Quem responde é a equipe, ao ler o rascunho.
Por fim, mantenha a autoria identificável.
Como otimizar conteúdo gerado por IA para GEO e AEO?
Se o seu objetivo também é aparecer nas respostas de IA, a sua base é o SEO (Search Engine Optimization, otimização para mecanismos de busca).
As respostas com IA do Google usam os mesmos sistemas da busca comum.
Por isso, o Google trata o GEO (Generative Engine Optimization, otimização para mecanismos generativos) como parte do SEO.
O mesmo vale para o AEO (Answer Engine Optimization, otimização para mecanismos de resposta).
No Bing, as diretrizes citam o GEO pelo nome e o definem como a elegibilidade do conteúdo para servir de referência nas respostas. Ele não garante citações, assim como o SEO não garante posições.
Para entender melhor sobre GEO e o quanto ele é importante, clique aqui.
| Tema | Bing | |
|---|---|---|
| Conteúdo | Exclusivo e útil, com base técnica clara e páginas indexadas com snippet | Fatos diretos, entidades consistentes e um tema por página, com o essencial no topo |
| Marcação | Dispensa llms.txt, blocos pequenos de texto e schema especial | Recomenda títulos claros, tabelas e perguntas frequentes |
| Escala | Uma página por desdobramento de consulta viola a política contra abuso de conteúdo em escala | Páginas quase idênticas são agrupadas, e uma só representa o conjunto |
| Medição | Relatório de desempenho de IA generativa | Relatório de desempenho de IA e envio de avisos de atualização |
Para o Google, os dados estruturados seguem úteis para resultados aprimorados, como mostramos aqui.
Na escolha dos temas, a pesquisa de palavras-chave do Bing mostra demanda e tendência por termo.
Em outras IAs, acompanhe as citações com o passo a passo de como medir citações em respostas.
O que revisar antes de publicar conteúdo gerado por IA?
Antes de cada publicação, passe o texto por um checklist de pré-lançamento, como uma equipe de missão faz antes da contagem regressiva:
- Fatos, números e nomes conferidos em fontes confiáveis.
- Ponto de vista, dado próprio ou experiência que os concorrentes não têm.
- Metadados revisados por uma pessoa.
- Autor identificável, com biografia, área de atuação e fontes citadas.
- Uso de IA explicado quando o leitor puder se perguntar sobre isso.
- Fato separado de opinião, com a resposta principal no início.
- Uma dúvida da audiência por página, sem repetir outra página do domínio.
Portanto, se a empresa já publicou muitas páginas com apoio de IA, faça uma auditoria.
Primeiro, liste as páginas, consulte as ferramentas para webmasters dos buscadores e aplique o checklist. Depois, decida entre editar, consolidar ou remover.
Nos conteúdos já publicados, observe a participação do usuário, um dos parâmetros do Bing. Ela considera cliques, o tempo que o leitor passa na página e se ele volta logo ao buscador para refazer a pesquisa.
Para remover, o Google orienta excluir da Pesquisa a página que não agrega valor. Já nas páginas redundantes, o Bing indica redirecionamento 301 ou tag canônica.
Perguntas frequentes
O que é conteúdo gerado por IA?
É todo texto, imagem ou metadado criado, total ou parcialmente, com IA generativa. Vai de um rascunho de apoio a páginas produzidas em lote.
Google e Bing penalizam conteúdo gerado por IA?
Não. O Google atinge o conteúdo em escala que não agrega valor, e o Bing mira o conteúdo em larga escala sem revisão editorial.
Preciso de llms.txt para aparecer nas respostas de IA do Google?
Segundo o Google, não. A Pesquisa Google não usa esses arquivos, que podem ser mantidos para outros serviços.
Como acompanhar a presença do meu conteúdo nos recursos de IA?
Os dois buscadores oferecem relatórios de desempenho de IA em suas ferramentas para webmasters.
Quem deve assinar um conteúdo feito com apoio de IA?
Uma pessoa existente, com biografia e área de atuação verificáveis. O Google considera enganoso o uso de perfis inventados.
Está na hora de revisar o processo de conteúdo da sua empresa?
A Orbital ajuda você a mapear o cenário atual, as páginas já publicadas e o fluxo de revisão. Depois, definimos juntos os próximos passos.
Fale com a gente e vamos bater um papo.
