A indústria brasileira inovou menos em 2024, segundo a PINTEC Semestral do IBGE. As empresas com 100 ou mais funcionários fecharam o ano com taxa de inovação de 64,4%.
Foi a terceira queda seguida desde 2021, quando o índice ainda estava em 70,5%. A inovação em produto caiu para 12,5%, o menor índice já registrado.
O número rendeu clickbait fácil: o Brasil estaria perdendo a capacidade de criar.
Sendo assim, de 2023 para 2024, a queda foi de apenas 0,2 ponto percentual. Isso desmonta boa parte da leitura de colapso que circulou.
Quem fica só no título perde o que o dado conta sobre o orçamento das empresas.
Por que a taxa de inovação caiu pelo terceiro ano seguido?
O próprio IBGE trata o movimento como tendência de longo prazo. Uma empresa que inovou em um ano não deixa de ser inovadora no seguinte. Ela só não lançou nada naquele intervalo.
Isso não significa perda de capacidade. Ou seja, anunciar o fim da inovação no país é forçar a barra.
A pesquisa atribui a queda à conjuntura econômica recente. O ano de 2021 foi atípico, com muita atividade represada no pós-pandemia.
Os anos seguintes vieram com menos investimento e Selic em alta.
O que ficou caro foi imobilizar capital: em juro alto, cada real parado pesa dentro de uma empresa.
O problema não é falta de ideia, é medo de capital fixo
Inovação em produto: 12,5%
O menor índice já registrado pela PINTEC — reflexo direto do custo de manter estrutura fixa em juro alto.
Inovar exige montar estrutura, e estrutura custa caro. Significa contratar gente, formar um time e bancar uma folha fixa. Essa folha existe com o projeto dando certo ou não.
Com juros baixos, esse risco é tolerável para a maioria das empresas.
Os juros sobem, a conta muda, e as empresas recuam diante de bancar estrutura fixa para cada novo produto. No fim, a inovação ficou refém de uma simples decisão de contratar.
Por que as empresas menores inovam menos que as grandes?
A divisão por porte deixa o problema ainda mais nítido. Entre as empresas de até 249 funcionários, a taxa foi de 59,8%. Na faixa de 250 a 499, sobe para 65,7%. Nas empresas com 500 funcionários ou mais, chega a 75,4%.
Ou seja: quanto menor a empresa, menos ela inova. A grande tem caixa para manter um time entre projetos. A média e a pequena não, e o custo fixo pesa mais.
Para muitas delas, a escolha é binária. Ou montam um time interno caro e arriscado, ou não inovam.
Como inovar sem inflar a folha de pagamento?
O que trava a inovação é a estrutura fixa. A saída é não criá-la. O squad sob demanda entra como resposta econômica: um time completo, com desenvolvimento, design, gestão e estratégia, montado pelo tempo que o trabalho exige.
Isso troca o custo fixo da inovação por custo variável. Ao mesmo tempo que, a empresa lança e testa no mercado o produto, ela mantém a folha sob controle, sem custo fixo pendurado depois.
Como saber qual formato de tecnologia a sua empresa precisa?
Squad não é a resposta para todo problema. Funciona melhor com escopo claro e prazo definido, como em um MVP ou projeto fechado.
A empresa não sabe por onde começar? A consultoria estratégica vem primeiro.
O objetivo é um produto completo? O desenvolvimento sob medida é a escolha certa.
Para transformar dado em decisão ou automatizar processo, entra a IA aplicada.
Acertar esse encaixe é o que separa quem inova de quem queima orçamento. A inovação no Brasil nunca dependeu de ter mais ideias, e sim de uma forma de executar que caiba no orçamento de quem decide.
Essa forma já existe, e o custo de ignorá-la é ficar para trás.
A Orbital trabalha nas quatro frentes dessa decisão de tecnologia, sempre partindo da dor e do momento do negócio.
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